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Jornalismo Esportivo

Por que estudar essa disciplina?

O esporte é uma paixão de todos, e o jornalismo esportivo é uma forma de aproximar as pessoas dele. Nesse curso, os alunos terão a possibilidade de conhecer um pouco do universo do Jornalismo Esportivo, os bastidores da produção e apuração de notícias, e vão poder ter contato com um pouco da rotina dessa profissão. Como é a relação com jogadores e atletas? E a preparação de um narrador ou comentarista? O que acontece durante uma transmissão de jogo? São temas sobre os quais conversaremos e aprenderemos em sala.

O Jornalismo Esportivo também tem passado por diversas mudanças na forma como é produzido e consumido. Com o surgimento das redes sociais, o público que acompanha esporte passou a ter diversos tipos de conteúdo para além das tradicionais mesas redondas da TV e matérias escritas nos jornais e sites. O youtube inovou a cobertura, trazendo um pouco mais de humor e um tom de “boleiragem” para aquilo que se assiste. Ao longo das aulas, vamos discutir um pouco essas mudanças e debater como fazer um Jornalismo Esportivo de qualidade, independentemente do veículo utilizado para isso.

E para além de tudo isso, vamos falar sobre o contexto social do esporte e a desigualdade que ele ainda reflete quando falamos em gênero. No Jornalismo Esportivo, não é diferente. Ainda é raríssimo ver mulheres como comentaristas ou narrando jogos ou ainda participando ativamente das coberturas. Há dois anos, elas representavam apenas 13% das redações esportivas do país. Por que isso acontece? Esse também é um debate que vamos ter ao longo das aulas, além de discutir como mudar essa realidade.

 

Quem são os estudantes desse curso e o que se espera deles?

Esse curso é para jovens que já são apaixonados por esporte desde criança ou por aqueles que têm algum interesse no assunto e muita curiosidade para conhecer o universo esportivo - costuma ser um caminho sem volta, o esporte é tão apaixonante que, uma vez que você se deixa envolver por ele, dificilmente vai querer abandoná-lo no futuro.

A curiosidade, aliás, é fundamental para os(as) alunos(as) dessa disciplina - ela é imprescindível no Jornalismo, é quase um guia da profissão. Venham de peito aberto, livres dos estereótipos e preconceitos que dominam a área esportiva para participar ativamente dos debates. A ideia é que todos experimentem um pouquinho da vivência do Jornalismo Esportivo, desenvolvam o pensamento crítico sobre a profissão e o papel dela na sociedade, e conheçam o melhor que o esporte tem a oferecer.

 

Objetivos globais da disciplina

Estimular os alunos a pensarem a notícia e o esporte dentro do Jornalismo; mostrar técnicas de entrevistas, apuração de notícias; apresentar novos olhares e perspectivas sobre o jornalismo esportivo, a maneira como ele se transformou ao longo das últimas décadas, principalmente pensando na representação feminina nesses meios; debater o modelo de “jornalismo esportivo ideal”, o que queremos saber/consumir quando procuramos canais de esporte para assisitir;

 

Aprendizados de longo prazo (ALP)

  • Os alunos aprenderão como distinguir o que é e o que não é notícia e o papel do Jornalismo (Esportivo ou não) quando escolhe o que merece ou não destaque
  • A responsabilidade que a profissão traz. Tudo o que você fala ou diz como jornalista ganha uma importância/relevância maior por conta do seu papel de “formador de opinião”.
  • O papel do esporte como agente transformador das desigualdades sociais e de gênero

 

Sobre o professor da disciplina

Renata Mendonça é formada em Jornalismo pela Cásper Líbero e começou a carreira no jornalismo esportivo atuando como repórter do site da ESPN Brasil em 2011. Lá, cobriu o Pan-Americano, a Olimpíada de 2012 e a Copa das Confederações. Dois anos depois, assumiu o cargo de produtora de Copa do Mundo do serviço mundial da BBC, coordenando parte da cobertura da equipe internacional que veio ao Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Em 2016, atuou como repórter e produtora da BBC na cobertura da Olimpíada no Rio de Janeiro. Em junho de 2018, deixou a redação para gerir seu próprio site, o ~dibradoras, que foi co-fundado por ela e outras três mulheres com o objetivo de trazer mais visibilidade às mulheres no esporte. Atualmente, elas mantêm juntas o blog no Uol Esporte, além de um canal no youtube e um podcast semanal para falar sobre a representação feminina no meio esportivo. Além disso, é comentarista do Redação Sportv e apresentadora do Convocadas na Radio Globo.

 

A estrutura da disciplina

Aula 1: As várias fases do Jornalismo Esportivo

Objetivos:

Debater as diferenças entre informação e entretenimento; o conceito de notícia, como identificar o que deve ser noticiado e a maneira como isso deve ser noticiado; o jornalismo opinativo e como diferenciar informação de opinião; discutir a responsabilidade do jornalista sobre aquilo que é publicado.

Atividades: identificar o que tem relevância em fatos noticiados no jornalismo esportivo;

De um fato, construir uma notícia (título e lide); criar um debate entre dois grupos, cada um tendo que se posicionar de uma maneira (trabalhando formas de argumentação para sustentar uma opinião).

 

Aula 2: a participação da mulher no jornalismo esportivo

Objetivos:

Estimular uma discussão sobre como começa a relação das crianças com o esporte - e por que na maioria das vezes as mulheres ficam fora disso?; debater a presença da mulher nas redações esportivas e o espaço destinado a ela nas coberturas; a representação das mulheres e dos esportes femininos na mídia esportiva, como foi no passado e como tem sido nos últimos anos; como e por que inserir a mulher nesse contexto esportivo.  

Atividades: Buscar notícias sobre mulheres/esportes femininos nos veículos esportivos; identificar notícias que tenham uma abordagem sexista com as mulheres; buscar referências sobre mulheres no esporte.

 

Aula 3: A presença do YouTube e das Redes Sociais no Jornalismo Esportivo

Objetivos:

Debater o “segredo do sucesso” dos canais esportivos na plataforma; analisar as diferenças dos conteúdos produzidos na TV e no Youtube; o papel dos memes na cobertura “engraçada” do esporte; discutir como identificar a linha que separa o humor do preconceito; vale o politicamente correto?; debater sobre o equilíbrio informação x humor.

Atividades: Criar um programa em um canal esportivo no YouTube: que tipo de conteúdo, como abordar e decidir os assuntos; qual linguagem e como fazer dar certo; diferenciar “memes” e tuítes engraçados dos exagerados;

 

Aula 4: os caminhos para se tornar um bom jornalista esportivo

Objetivos:

O que é um exemplo de um “bom jornalista esportivo”? Quais devem ser as principais habilidades de quem quer trabalhar na área? Discutir as maneiras de se inserir em um meio tão concorrido.

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